sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sebo.

O sebo é onde se vende livros usados ou doados por baixíssimos preços, e muitas vezes se encontram nesse sebo livros que já não se vendem mais em livrarias. Quando se fala em sebo, vem a cabeça das pessoas a ideia errônea de livros velhos e sujos que ninguém mais quer, mas quem compra nesses sebos sabe que não é bem assim.  É claro que há os livros velhos de edições primarias de capa dura, mas há também livros novos e em perfeito estado, então não há porque não economizar um dinheirão optando por comprar no sebo. Há ofertas muito boas, por exemplo, livros que em uma livraria você pagaria por volta de 29,90 reais, no sebo pode ser encontrado em perfeitas condições por 5,60. Dom Casmurro mesmo, que é um clássico, varia em 1,00 real até 4.000 reais (1ª edição). Muitos colecionadores procuram esses sebos para comprar relíquias como a primeira edição de Dom Casmurro. E o que é mais legal, muitas vezes o frete é gratis, então você pode comprar um livro por 1 real e o frete ainda ser grátis.

O sebo que eu custumo comprar livros é esse aqui: Estante Virtual.

Paulo Leminski.


Biblioteca de Spijkenisse - Holanda.








Canto da leitura.


Hora do poema: Carlos Drummond de Andrade.


A UM AUSENTE.

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste



Decidi fazer a hora do poema. Toda semana vou postar, textos, poemas e poesias dos principais autores brasileiros.

Resenha: Eu, Christiane F. 13 anos drogada e prostituída.



O próprio titulo do livro, apesar de impactante, já é auto-explicativo.
Já nas primeiras paginas, Christiane nos da um relato problemático de sua vida, não consegue ser aceita pelas pessoas "normais", não tem amigos, faz parte de uma família desestruturada, não consegue se adaptar a qualquer escola pelas quais passou e possui uma vontade incrível de ser compreendida, de sentir algo que nunca conseguiu sentir e como válvula de escape busca todas as soluções para os seus problemas no mundo das drogas. 
Ao entrar nesse mundo e conhecer pessoas que também seguiam o mesmo caminho, aprende que nesse mundo todos são iguais, drogados, ricos, pobres, homossexuais, estrangeiros, não há distinção e se sente compreendida já que viu naquelas pessoas de vidas miseráveis uma oportunidade de ser aceita, de não ser julgada, e se viu com as mesmas angustias e anseios.
Em consequência do vicio, conhece e adentra no mundo da prostituição e passa a fazer uso de drogas mais fortes como a heroína, é quando chega ao fundo do poço e não aguenta mais viver daquela maneira, busca ajuda com sua mãe que a tranca em casa para se desintoxicar, é ai que passa a viver em altos e baixos, na qual ela mesma possui uma busca incessante de sair desse mundo mas nunca consegue.
 O livro explícita a forma como uma drogada vive, e expõem as trágicas consequências de um mundo miserável, e trás a tona questões que muitos fecham os olhos para não ver, como por exemplo, a exclusão de pessoas que não seguem o padrão social, homossexualismo, prostituição.
Esse é uns dos livros que deviam ser implantados nas escolas e poderia facilmente causar efeitos melhores do que os causados por palestras de prevenção a drogas, já que mostra todos os malefícios desse caminho relatados pela própria drogada, é um livro que educa, ensina, apaixona, assusta, choca e principalmente previne o uso de todos os tipos de drogas.
O fato mais impactante do livro é que ela não consegue sair desse mundo, Christiane por volta de 51 anos e até hoje em dia ainda se vê nos jornais sua busca pela libertação das drogas.


Aline Dantas.