sexta-feira, 5 de julho de 2013

Resenha: Eu, Christiane F. 13 anos drogada e prostituída.



O próprio titulo do livro, apesar de impactante, já é auto-explicativo.
Já nas primeiras paginas, Christiane nos da um relato problemático de sua vida, não consegue ser aceita pelas pessoas "normais", não tem amigos, faz parte de uma família desestruturada, não consegue se adaptar a qualquer escola pelas quais passou e possui uma vontade incrível de ser compreendida, de sentir algo que nunca conseguiu sentir e como válvula de escape busca todas as soluções para os seus problemas no mundo das drogas. 
Ao entrar nesse mundo e conhecer pessoas que também seguiam o mesmo caminho, aprende que nesse mundo todos são iguais, drogados, ricos, pobres, homossexuais, estrangeiros, não há distinção e se sente compreendida já que viu naquelas pessoas de vidas miseráveis uma oportunidade de ser aceita, de não ser julgada, e se viu com as mesmas angustias e anseios.
Em consequência do vicio, conhece e adentra no mundo da prostituição e passa a fazer uso de drogas mais fortes como a heroína, é quando chega ao fundo do poço e não aguenta mais viver daquela maneira, busca ajuda com sua mãe que a tranca em casa para se desintoxicar, é ai que passa a viver em altos e baixos, na qual ela mesma possui uma busca incessante de sair desse mundo mas nunca consegue.
 O livro explícita a forma como uma drogada vive, e expõem as trágicas consequências de um mundo miserável, e trás a tona questões que muitos fecham os olhos para não ver, como por exemplo, a exclusão de pessoas que não seguem o padrão social, homossexualismo, prostituição.
Esse é uns dos livros que deviam ser implantados nas escolas e poderia facilmente causar efeitos melhores do que os causados por palestras de prevenção a drogas, já que mostra todos os malefícios desse caminho relatados pela própria drogada, é um livro que educa, ensina, apaixona, assusta, choca e principalmente previne o uso de todos os tipos de drogas.
O fato mais impactante do livro é que ela não consegue sair desse mundo, Christiane por volta de 51 anos e até hoje em dia ainda se vê nos jornais sua busca pela libertação das drogas.


Aline Dantas.

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